17 de junho de 2014

Política no interior do Brasil: O caso Mariense

Ultimamente estou vendo muitos amigos marienses revoltados com a corrupção do governo federal e dizem que querem mudar o Brasil, talvez eles queiram mudar o Brasil do jeito que mudamos Mari ne? Talvez a política mariense seja o espelho do rumo que devemos seguir, então vamos fazer uma pequena análise sobre a política mariense:

Aqui em Mari é assim: O candidato, normalmente de família mais abastada, seja de família política ou empresarial da cidade (porque só esses conseguem disputar eleições aqui na cidade com condições de vitória, pois, aqui tem que se gastar muito dinheiro), vão em busca de apoio para sua candidatura, ai daí convidam (do verbo comprar) algumas pessoas influentes, os chamados “cabos eleitorais”, para lhe conseguir (mais conhecido como comprar) votos da população da cidade. Chegando na casa das pessoas esses “cabos eleitorais” buscam saber das suas necessidades e como poderiam votar no candidato que ele está “apoiando”, na maioria das vezes essas necessidades são financeiras, inclusive vão cabos eleitorais e mais cabos eleitorais na mesma casa “ajudando” (“comprando”) aquela família várias vezes, podendo até haver uma disputa pra ver quem dá mais. Esses mesmos cabos eleitorais cobram um pedágio para fazer esse trabalho, se a família pede 500 reais, por exemplo, eles pedem um valor a mais para o candidato para embolsar a diferença ou dizem a família que o candidato não deu o valor suficiente, e mais uma vez embolsam a diferença. (Ouvi relatos de cabos eleitorais que compraram vários bens depois de última campanha)

Às famílias mais abastadas e influentes da cidade é prometido céus e terras, cargos e mais cargos no serviço público local, parece uma máquina inesgotável de cargos.
Dessa forma, no fim da campanha (mais parecida com uma guerra), os candidatos já gastaram mais do que se somarmos os 4 anos inteiros de salários, aí de onde vão tirar a diferença? Ou se elegeram para “tomar prejuízo”, por puro altruísmo? Pelo bem do povo?

Depois de terminada a campanha, ao lado vencedor é somado uma série de adesões (mais conhecido como compra ou troca de favores) de políticos eleitos e de grandes famílias da cidade que não conseguem ficar de fora do poder, são décadas e décadas “mamando” nos cofres públicos para aumentar seu patrimônio. Mas, é dito para o povo (e alguns acreditam), que é para o bem da cidade, é para trabalhar pela cidade e pelo povo (lêia-se tirar os prejuízos da campanha e lucrar substancialmente, pois, a política pra eles é uma forma de vida, é uma profissão, um investimento: investem na campanha para lucrar depois dela, as custas do povo da cidade). As vezes, também pensam no “povo” na hora de aderir, pensam no povo da sua família e em 2 ou 3 cabos eleitorais que o ajudaram na campanha e que a estes ele quer retribuir com um bom cargo público.

Aí em busca de apoio e de suprir os gastos da campanha os primeiros anos dos governos são para “botar a casa em ordem”.
No fim, as pessoas só tem interesses pessoais e quem mais sofre são os mais pobres, porque as famílias mais abastadas, a maioria será procurada para “aderir”, recebendo alguns “favores” para isso, ou os que lá já estavam, terão sua vaga no serviço público garantido, mesmo que seja sem trabalhar.

E nós marienses? O que fazemos? Ficamos indgnados com a CORRUPÇÃO e a “falta de compromisso com o povo” do GOVERNO FEDERAL e só desse aí. Aqui na cidade aplaudimos políticos que, ou não fazem nada ou pouco fazem pelo povo. Prefeitos e vereadores são ótimos e tudo está maravilhoso. O que essas pessoas pensam? Que vamos mudar o país conservando em todo lugar esse tipo de prática? Que Brasília será um lugar de intocável retidão e probidade, como se os políticos que chegam em Brasília não fossem eleitos dessa forma corrupta que acabei de citar?

E tome hipocrisia povo de Mari! Sim... O problema político do Brasil não se resolve só com voto!

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