2 de novembro de 2012

O atual cenário econômico brasileiro

Walter Chaves Marim publicou no site Portal da economia uma reflexão sobre o atual cenário econômico do nosso país, tratando de assuntos como desvalorização cambial, taxa de juros, estabilidade econômica, entre outros que são de grande importância para o nosso cotidiano.



A desvalorização cambial consolidada e absorvida pela economia brasileira trouxe um leque de possibilidades de expansão do mercado e, consequentemente, o desenvolvimento das atividades produtivas. A expansão de mercado para nossos produtos, viabilizada com a desvalorização do real diante do dólar, está assentada nos seguintes eixos:

a)crescimento da produção de produtos de exportação, uma vez que, diante da nova taxa de câmbio, os preços dos nossos produtos de exportação garantem maiores ganhos aos exportadores; 

b)a desvalorização cambial garante maior poder de competitividade dos produtos nacionais com os importados. Assim, há estímulos à produção para atendimento ao mercado interno em substituição a grande parte dos produtos importados que se tornaram mais caros; 

c)outra possibilidade de expansão do mercado interno está ligada a tendência de queda continuada da taxa de juros para o consumidor. É provável que em novembro e dezembro as taxas de juros para o consumidor final estejam ainda mais baixas que as taxas atuais. Isto irá, evidentemente, estimular ainda mais o consumo interno e expandir o mercado, mesmo sem a elevação da renda média dos trabalhadores.

O sucesso do governo em continuar reduzindo a taxa de juros vai depender também do cenário macroeconômico e não somente de medidas como a redução da taxa de depósitos compulsórios, uma vez que a expansão do crediário depende não só da redução das taxas de juros mas, também, de prazos de financiamentos mais dilatados. E isto só se consegue com expectativas positivas dos agentes econômicos em relação ao futuro desempenho da economia.

Acontece que, principalmente no caso de pessoas físicas, a decisão de tomar um empréstimo baseia-se mais no valor da prestação que, por sua vez, é determinado também pelo prazo.

As medidas do Banco Central são importantes para reduzir as taxas de juros na ponta, mas seu efeito prático sobre o movimento de vendas depende também de um cenário econômico mais bem definido como está começando a se formar.

É este novo cenário econômico e político que irá permitir sensíveis quedas das taxas de juros através de política do Banco Central como, também, redução do grau de incerteza quanto ao futuro de nossa economia e, assim, permitir a dilatação dos prazos de financiamentos.

d) E, finalmente, é neste cenário de estabilidade econômica e política e juros baixos que irá ancorar, brevemente, o gigante de nosso potencial de crescimento: a construção civil.

A economia brasileira está recuperando-se com inflação baixa, contas fiscais sob controle e com superávits orçamentários expressivos, fluxo substancial de investimentos externos, apesar da lenta recuperação da renda.

Deve-se destacar que taxas de crescimento em torno de 4% vão exigir elevados investimentos em infra-estrutura. O nó principal poderá ser a oferta de energia. Outros gargalos estruturais que poderão comprometer esta taxa de crescimento, caso não se criem expectativas altamente favoráveis, pelo mercado, quanto ao futuro da economia brasileira, vão da infra-estrutura de transporte à falta de financiamento adequado.

A retomada do crescimento vai reabrir, também, o debate a respeito de melhor distribuição da renda. O Brasil já transformou em realidade o sonho de uma economia estabilizada. O nosso grande sonho hoje é o de uma economia em crescimento com mais igualdade.

Para efeito ilustrativo, seguem algumas tabelas que mostram índices de inflação e taxas de alguns impostos pagos no Brasil.

INFLAÇÕES E REAJUSTES DE ALUGUÉIS
Variações em %
Índice
Inflação no mês
Aluguéis 12 meses
ago/12
set/12
out/12
set/12
out/12
IGP-M1,341,430,977,728,07
IPA-M1,811,991,258,509,04
IGP-DI1,521,290,888,048,17
IPCA0,430,410,575,245,28
INPC0,430,450,635,395,58
Fontes: FGV, Fipe, IBGE e Brasil Econômico
SALÁRIOS E FGTS
Variação (%)
ago/12
set/12
out/12
No mês
No ano
Sal. Mínimo (R$)622,00622,00622,00
0,00
14,13
Sal. Paulista I (R$)690,00690,00690,00
0,00
15,00
Sal. Paulista II (R$)700,00700,00700,000,0014,75
Sal. Paulista III (R$)710,00710,00710,000,0014,52
FGTS (%)
0,2589
0,24660,24660,252,79
Fontes: CEF, Ministério do Trabalho e Brasil Econômico
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE
Base de Cálculo (R$)
Alíquota (%)
Deduzir (R$)
Até 1.637,11
Isento
-
De 1.637,12 até 2.453,50
7,5
122,78
De 2.453,51 até 3.271,38
15,0
306,80
De 3.271,39 até 4.087,65
22,5
552,15
Acima de 4.087,65
27,5
756,53
Fontes: RBF e Brasil Econômico
* Dedução de R$ 164,56 por dependente.
PREVIDÊNCIA - CONTRIBUIÇÕES
Salário de contribuição (R$)
Alíquota (%)
Empregados, inclusive domésticos e trabalhadores avulsos
Até R$ 1.174,86
8%
De R$ 1.174,87 a R$ 1.958,10
9%
De R$ 1.958,11 a R$ 3.916,20
11%
Empregador
12%
Contribuintes individuais e facultativos
Até R$ 622,00
11%
De R$ 622,01 a R$ 3.916,20
20%
Remuneração (R$)
Salário-família
Até R$ 608,80
R$ 31,22
De R$ 608,81 a R$ 915,05
R$ 22,00
Fontes: Ministério da Previdência Social e Brasil Econômico
TAXA DE JUROS
Pessoa física - Em % ao ano
Crédito  
jun/12
jul/12
ago/12
set/12
Cheque Especial167,10151,00148,60147,60
Crédito pessoal39,6039,9039,4039,70
Veículos20,7021,0020,5020,90
Selic8,398,077,857,39
Spread (p.p)28,5028,4027,7027,90
Inadimplência*7,807,907,907,90
Fontes: Banco Central e Brasil Econômico
* Percentual do saldo em atraso acima de 90 dias em relação ao total.
TAXA DE JUROS
Pessoa jurídica - Em % ao ano
Linha
jun/12
jul/12
ago/12
set/12
Hot Money34,4036,0032,3035,60
Duplicatas34,0034,6034,4033,10
Promissórias49,8050,7050,6053,60
Giro19,7020,1020,1019,60
Conta Garantida103,80103,70100,0098,30
Spread (p.p)15,9016,0015,7015,30
Fontes: Banco Central e Brasil Econômico
* Percentual do saldo em atraso acima de 90 dias em relação ao total.
UNIDADES FISCAIS
Em R$

2009
2010
2011
2012
Ufesp (SP)
15,85
16,42
17,45
18,44
UFMSP (São Paulo)
92,35
96,33
102,02
108,66
Rio de Janeiro
1,0610
1,0418
1,0579
1,0656
Ufir (RJ)
1,9372
2,0183
2,1352
2,2752
FCA (PR)
1,5434
1,6103
1,6994
1,7692
UPF (PR)
58,18
60,70
64,06
67,89
UPF (RS)
11,0617
11,5241
12,1913
12,9905
UFEMG (MG)
2,0349
1,9991
2,1813
2,3291
Fontes: Secretária de Finanças e Brasil Econômico
RENDIMENTOS
Em % ao mês
Aplicação
jul/12
ago/12
set/12
no ano
Bolsa (SP)
3,21
1,72
3,71
4,27
CDB
0,64
0,69
0,53
6,67
Poupança
0,51
0,51
0,50
4,89
Ouro
2,56
4,67
4,46
22,00
Dólar Comercial
1,99
-0,93
-0,15
8,51
Dólar Paralelo
0,93
0,46
0,46
8,38
Fundo Renda Fixa
0,94
1,22
1,03
8,95
Fundo DI
0,66
0,69
0,65
6,88
Fontes: BM&FBovespa, Anbima, Banco Central e Brasil Econômico
Fontes:

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