14 de novembro de 2012

Eleições 2012: Desempenho dos partidos


Quais partidos saíram perdendo e quais foram os grandes vencedores das eleições municipais desse ano. 


Passadas mais de duas semanas do 2° turno das eleições municipais não faltam análises dos partidos que mais se destacaram nas urnas, mas, mesmo assim não poderia deixar de dar minha opinião sobre o assunto. Vamos à análise. 

As eleições desse ano tiveram várias marcas, a que mais chamou a atenção foi a abstenção recorde de quase 20% e sobre isso cada um tem sua teoria, mas, a presidente do TSE, Ministra Cármen Lúcia, diz que é muito prematura uma análise das causas desse recorde negativo. 



O título de partido mais vitorioso nas eleições desse ano, ficou com o PSB partido que mais cresceu (42%) com relação a última eleição, se tornando o sexto partido em número de prefeituras, saltando de 308 (em 2008) para 443 nessas eleições, muito se tem a comemorar no partido de Eduardo Campos, inclusive torna o partido como um candidato a alçar voos mais altos em 2014, e não ficar só guardando o lugar do PT no governo federal. O problema para o partido é que a maioria dos deus prefeitos está concentrada na região Nordeste e em Minas Gerais onde conseguiu reeleger o prefeito da capital Belo Horizonte, o partido ainda está fragilizado no Sul e Sudeste, e isso pesa quando se pensa numa eleição para presidente. O PSB ainda foi o partido que mais elegeu prefeitos de capitais, foram cinco: Recife, Belo Horizonte, Cuiabá, Porto Velho e Fortaleza. 

O PT foi o partido que mais recebeu votos nessa eleição 17,3 milhões de votos, mesmo não sendo o partido que mais elegeu prefeitos, pela quarta eleição consecutiva cresceu em número de prefeituras conquistadas, e ainda venceu na cidade mais importante do Brasil, São Paulo. Como mostra a imagem acima o partido elegeu 636 prefeitos contra 558 em 2008, crescendo 14%.

O ponto negativo do PT nessas eleições foram as derrotas em outras importantes capitais brasileiras, como em Belo Horizonte, Salvador e Recife, acho que se não fosse a vitória na capital paulista o PT sairia até um pouco fragilizado desse pleito. 

O PMDB partido que mais uma vez foi o que mais elegeu prefeitos teve expressiva queda nessas eleições, 14%, passando de 1201 (2008) para 1031 esse ano. O partido que é um colcha de retalhos eleitoral, não tem um projeto para o país, seus correligionários só desejam uma coisa: se perpetuar no poder. A expectativa do PMDB é com o peso eleitoral que o partido ainda tem fortalecer a aliança com o PT, indicando mais uma vez o vice na chapa em 2014, e conquistando cargos no governo federal em troca do apoio político dado ao partido dos trabalhadores. Com isso, conseguem manter bons quadros no partido e perpetuar seu peso político, mas, isso pode estar em vias de acabar, acho que a tendência no futuro será o eleitor brasileiro votar em partidos mais ideológicos como PT, PSB e o próprio PSDB. 

O PSD é um fenômeno eleitoral que só poderia acontecer no Brasil, um partido estreante e sem uma ideologia definida conseguiu se tornar o quinto partido com mais prefeitos eleitos 497. Isso é mais um indício que o sistema eleitoral brasileiro vai muito mal. O partido deve se tornar, a exemplo do PMDB, mais um balcão de negócios que servirá para apoiar o governante da vez em troca de “vantagens”. Haja vista as últimas declarações do presidente do partido, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que marchará com a presidente Dilma no plano federal e que também apoiará o prefeito eleito de São Paulo Fernando Haddad, mesmo Haddad tendo batido pesado em Kassab durante toda a campanha eleitoral. 

Mas, a maior perdedora dessas eleições municipais é a oposição ao PT, formado pelos partidos PSDB, DEM, PPS. 

O PSDB apesar de continuar sendo o segundo partido em número de prefeitos eleitos 702 diminuiu 11% com relação a 2008, quando tinha 791 prefeitos, e perdeu no seu principal reduto eleitoral, perdendo a capital do estado. O PSDB governa a capital e o estado de São Paulo há anos e funcionava para o partido como uma vitrine, já que é um estado de muita visibilidade devido à imprensa, além de ser o estado com maior número de eleitores do Brasil. 

O DEM foi o partido que mais diminuiu nessas eleições 44%, passou de 496 prefeituras em 2008 para 277 esse ano. O que faz o DEM respirar é a vitória de ACM Neto em Salvador, uma das capitais mais importantes do país. O que mais se especula como solução para o partido é a fusão com outro, os partidos especulados para isso são: PSDB e PMDB. 

O PPS ficou quase na mesma perdeu 8 prefeituras, ficando com 121. 

O PP foi o quinto partido com mais prefeitos eleitos 467 (em 2008 elegeu 551), partido restrito muito ao âmbito regional, não tendo um nome de projeção nacional e serve apenas para dar sustentação a governos federais. 

Outro fato que chamou a atenção foi à ascensão dos pequenos partidos, também chamados de nanicos, são chamados assim os partidos com menos de 100 prefeituras, juntos (15 partidos) passaram de 370 prefeitos (2008) para 516 (2012), crescimento de 40%. 

Segundo a quadro hoje posto, em 2014 tudo se encaminha para uma reeleição da presidente Dilma que dará ao PT 16 anos ininterruptos no comando do país.

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