28 de outubro de 2012

Reflexão sobre o cenário político de Mari.


Atenção população mariense, prepare-se, pois os próximos anos prometem, pelo menos no que diz respeito ao campo político da nossa cidade. Ao menos é o que parece depois das ultimas cenas acompanhadas por todos os marienses.
Nossa cidade anda parecendo um barril de pólvora com um pavio bem curto, pronto para ser aceso e causar explosões impressionantes. O clima ainda está pesado, mesmo já se tendo passado mais de 20 (vinte) dias das eleições municipais. Por tudo isso, o objetivo do post de hoje é, justamente, analisar as causas desse contexto e refletir sobre os possíveis desfechos dessa novela.
A eleição, para alguns, transcorreu na maior normalidade, mas quem consegue ver a parte do “iceberg” que fica dentro do oceano sabe que não foi bem assim. Nossa cidade viveu e ainda vive um clima de dura rivalidade entre os eleitores do atual prefeito Antônio Gomes e do prefeito eleito Marcos Martins, prova disso é que mesmo com todo esse tempo já passado da eleição ainda é possível encontrar muitas pessoas andando de laranja e até de amarelo pelas ruas, além das músicas de campanha que ainda estão no “topo das paradas de sucesso” nos quatro cantos da cidade. O pico dessa rivalidade se viu no dia das eleições com o “quase embate” das “forças de coalisão” de cada candidato, lamentável cena que só foi evitada graças ao brilhante trabalho das Policias Militar, Civil e até Federal.
Já era de se esperar tudo isso? Sim! Pois essa eleição foi responsável por mostrar que temos uma cidade que ainda precisa aprender a viver a democracia, aprender a respeita as opiniões alheias. Aliás, quem mais precisa aprender são nossos “postulantes” a político, aprender tudo, desde o que é um comício até qual deve ser a postura ética deles quando estão sobre um palanque (ou um trio, como virou moda). Mas fazer o que não é!? Nossos políticos estão no mesmo nível de nossa sociedade (salvo alguns cidadãos que são exceções a essa regra) e o comportamento dela merece ser discutido à parte, em outro texto.
Além do baixo nível, essa campanha deve ter sido a mais cara da história do município e por parte dos dois candidatos, não acredite, por favor, quando ouvir algum dos candidatos abrirem a boca para falar que não gastou uma fortuna nessa campanha. Houve na nossa querida Mari um derrame de dinheiro nas noites de sexta e sábado anterior à eleição (para citar só esses dois dias). Pelo que ouvi e também pelo que minha fértil imaginação pode deduzir, acredito que centenas de milhares de reais foram gastos nessas duas noites e de todos os lados.
Para terminar a reflexão breve sobre o contexto da eleição, deu para perceber “um ar” de problemas pessoais entre os dois candidatos a prefeito durante toda campanha. E o pior é que seus eleitores “compraram” essa briga pessoal e trouxeram pro seu dia-a-dia, ou você não conhece ninguém que perdeu ou deixou de falar com um vizinho, amigo ou conhecido nesse pleito? A cidade foi dividida “quase” que no meio.
Após a vitória de Marcos Martins alguém pode ter achado que nossa cidade voltaria a ser “calma”, como era antes dos “festejos” políticos, mas esse alguém quebrou a cara. Vários rumores circularam pela cidade, tipo; amanhã tem uma bomba sobre Marcos Martins ou Antônio Gomes vai mudar-se de Mari. Rolou também muita comemoração por parte dos partidários de Marcos, o que é normal e até saudável, mas já deu não é!? É hora de cobrarmos uma transição de governo tranquila por parte do prefeito (é sua obrigação) e acredito que isso irá acontecer, pois se Antônio Gomes quiser ser oposição ele não pode nem sonhar em ter contas reprovadas e perder seus direitos políticos.
Acompanhe as responsabilidades (2008) do prefeito que encerrará seu mandato: http://www.tce.to.gov.br/sicap/home/docs/regraMandato.pdf .
O que mais me intriga, no entanto é qual vai ser o comportamento de alguns personagens políticos daqui para frente. O nosso futuro como cidade passa pelo comportamento deles, sem sombra de dúvidas.
Em relação ao prefeito eleito, todos sabem que a partir do dia 07 (sete) de Outubro ele tem um poder imensurável dentro de nossas fronteiras, tornou-se quase que um rei e se ele não fizer um mandato terrível será reeleito em 2016 (dois mil e dezesseis). A sua primeira dificuldade (que não deve ser grande) é passar a ter a maioria na casa José Paulo de França. Se o nosso prefeito tiver a maioria simples (um vereador a mais que a oposição) e for inteligente não irá querer a presidência da câmara, parece loucura, mas não é, pois o presidente não tem direito a voto em todos os casos e ter o presidente na bancada do prefeito na situação citada acima é ter um a menos nas votações. Ele deverá enfrentar uma oposição mais forte do que a que Mari teve nos últimos anos, inclusive durante seus mandatos, esse é um outro problema que ele enfrentará no começo de mandato. Existe também a preocupação quanto a se ele será capaz de cumprir todas ou pelo menos boa parte das promessas de benefícios pessoais que ele fez durante a campanha.
Veja o link a seguir que trás uma parte de um regimento interno de câmara que não varia muito de uma cidade para outra:    
Quanto a Antônio Gomes, parece que ele encarnou o espirito de oposição realmente e acredita ser (o que não deixa de ser verdade) o principal nome à fazer frente a Marcos Martins. Porém, o nosso prefeito atual precisa ter alguma “carta nas mangas” para manter um bom número de votos e pelo que ouvi ele tem, se é verdade veremos nos próximos meses. O candidato derrotado terá que mostrar que aprendeu as artimanhas da política “atual” se quiser ser um nome forte daqui a 4 (quatro) anos. Mesmo que ele não tenha o estado nem o município nas mãos para segurar votos, acredito que existe um fator que lhe é favorável que é justamente a cisma e até mesmo o rancor que boa parte dos seus eleitores adquiriram com relação a Marcos e seu grupo. No mesmo paragrafo faço questão de citar Adinaldo Pontes (Gordo) que deve ter sua importância reduzida (mas não aniquilada) para a próxima eleição, ele deve aceitar que seu caminho e de sua legenda tem que ser o mesmo de Antônio e seu grupo. Como tática, seu eu fosse o líder desse grupo pensaria seriamente em não ser candidato a prefeito na próxima disputa e focar na formação de uma bancada forte de oposição com a presença de Antônio e de Gordo na câmara, assim o grupo, ao invés de sair-se derrotado das urnas sairá fortalecido, com uma imagem melhorada para as eleições de 2020 (dois mil e vinte).
Só me falta analisar aqui a segunda pessoa mais vitoriosa na ultima eleição e seus próximos passos na política mariense, você já sabe de quem estou falando? É dela mesmo: Vânia (filha de Zú) a atual presidente da câmara e a vereadora mais votada este ano. Vânia vem aos poucos conquistando seu espaço no cenário político de nossa cidade e isto é claro para todos. Acredito, sem nenhuma base científica, que Vânia seja o personagem nessa história que tenha o menor índice de rejeição (o que não significa mais votos), portanto tem um caminho menos árduo para galgar o status de grande liderança política em Mari. Acredito que é quase que uma certeza que a teremos como prefeita um dia (olha só que petulância minha) só resta saber quando. Talvez ela acredite que a hora é essa, é 2016 (dois mil e dezesseis), porém é quase certo que será cedo de mais e por mais que tenha vontade, ela é inteligente e verá que está se precipitando. Uma ultima sublinhada sobre ela é sobre o jogo de cintura político dela, Vânia consegue sair ilesa de qualquer escolha que faça (foi assim até agora, vejamos mais afrente).
Bem, essa não é a verdade total, mas é uma concepção particular, por isso está sujeita a erros pequenos ou gigantes, contudo é uma tentativa de analisar e prognosticar o passado recente, o presente e o futuro de nossa cidade. Que o texto funcione como um convite para você tentar imaginar, sem paixões, o que será de nossa cidade daqui para o futuro.


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