3 de outubro de 2012

Presidente da República deve participar diretamente da campanha eleitoral de aliados?



Depois da eleição de Lula (PT) em 2002 vimos que usando de seu prestígio e de seu discurso populista, ele rodou o Brasil em busca de votos para seus aliados, seja qual fosse a eleição (Municipal ou Geral), era um dos cabos eleitorais mais atuantes e cobiçados pelos aliados. Esse é meu questionamento, será que um Presidente da República, a mais alta autoridade do nosso sistema político deveria atuar dessa forma?


Um dos objetivos do Presidente Lula e do PT quando ganharam a eleição de 2002, era tornar o PT um dos maiores partidos do Brasil, como também minar a oposição política no Brasil, liderada pelo PSDB. E como isso foi feito?

Primeiro com a visibilidade atingida pelo PT, que tinha o maior cargo político do país, tratou de capilarizar o partido por todo o Brasil, oferecendo vantagens para que políticos de vários partidos migrassem para o PT, principalmente com grandes lideranças nos estados e nas capitais. Depois tratou de, usando seu prestígio tratou de fazer campanha para os candidatos do PT, ou para aliados do PT, nos quatro cantos do Brasil.

Mas, essa estratégia de fazer campanha nos quatro cantos do Brasil sempre me incomodou muito, pois, na minha visão, Lula desrespeitava o cargo do Presidente, pois fazia uma política “suja”, que mais ataca e agride o adversário (o transformando numa figura demoníaca) do que elogia seu candidato.

Pergunto aos leitores, nas eleições municipais desse ano Lula despeja seu ódio por candidatos adversários por todo o Brasil, mas, será que Lula conhece bem todas essas cidades para dizer quem é o melhor candidato para elas? Será que uma pessoa que não conhece nem minha cidade, nem o meu estado e muito menos os planos de governo dos candidatos pode me dizer em quem votar?

Eu vejo com muita tristeza Lula e Dilma aparecerem em peças publicitárias apoiando candidatos que pouco conhecem, em cidades que conhecem menos ainda, com tristeza vi Lula dizer em Manaus que mesmo que não conhecesse a senadora e candidata a prefeita Vanessa Graziotin (PC do B-AM) viria fazer campanha contra o ex-senador oposicionista Arthur Virgílio (PSDB-AM). Dessa forma desrespeitou a candidata e chamou o povo do Amazonas de burro, e o pior foi que depois do aparecimento de Lula na campanha a candidata assumiu a liderança nas pesquisas de intenção de voto. Algo parecido aconteceu em João Pessoa, onde também depois da participação da “dupla dinâmica”, Lula e Dilma, o candidato do PT (Luciano Cartaxo) cresceu muito nas intenções de voto.

Sabemos que hoje no Brasil, nosso pacto federativo está precisando de uma revisão, pois, a União é a “prima” rica concentrando cerca de 60% (esse é um dado controverso, uns dizem ser 50% outros 70%) da arrecadação tributária no país, Estados com 25% e Municípios com 15%. Está ou não desequilibrada essa divisão? Enquanto a União nada de braçada, os Estados e Municípios penam para dar aumento e valorização para o funcionalismo e, ao mesmo tempo, suprir as necessidades locais.
Então devido também a esse desequilíbrio alguém que tem o Presidente do país ao seu lado, tem uma vantagem muito grande sobre os outros. Além de que, atualmente no Brasil se multiplica um discurso que diz que se o candidato for “aliado” do governo ele trará mais recursos federais, mas, se isso for verdade, a política brasileira que sempre foi muito suja está ficando pior ainda, pois, as claras um governante diz que deixa de ajudar o povo de um determinado lugar por causa do partido do governante local. Lastimável!

Por esses fatos apresentados, na minha visão, não deveria ter uma legislação que impedisse o presidente de fazer campanha, mas, o próprio presidente deveria resguardar o mais importante cargo político do país.

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