15 de outubro de 2012

MIT cria lápis que permite desenhar circuitos eletrônicos funcionais


Na foto, lápis desenha conexões feitas de nanotubos de grafeno entre terminais de outo (Foto: Reprodução)O MIT (Instituto Tecnológico de Massachussets) desenvolveu um tipo de lápis que pode ser usado para, literalmente, desenhar circuitos eletrônicos. Com a mina feita de grafeno, o lápis permite que terminais metálicos sejam ligados num circuito por nano partículas de grafeno, que podem servir como condutoras de energia. Nesse sentido, o lápis do MIT permite que você desenhe resistores.

Em um lápis normal a mina é feita de grafite. De maneira bem básica, o grafite nada mais é do que um composto obtido com a sobreposição de diversas camadas de grafeno. O lápis do MIT é feito com grafeno e a grande diferença da mina deste lápis para o grafite comum é a de que, neste caso, o grafeno está concentrado em um único nanotubo. Comprimido dessa forma, o grafeno acaba se comportando de maneira bem similar ao grafite. A única diferença é que, nesse caso, ele tem propriedades condutivas de energia.

Essa particularidade do “grafite” feito com um único nanotubo de carbono permite que, quando você faça um risco numa superfície, esteja, na verdade, traçando um circuito eletrônico, como um filamento de cobre no PCB de uma placa. O risco será composto de um único filamento de nanotubos de carbono.

O grafeno é altamente condutivo. Mas com a adição de algumas substâncias, como a amônia, o material tende a sofrer alterações dramáticas no seu comportamento quando submetido a uma corrente elétrica. Com amônia, o grafeno para de conduzir energia, o que aumenta a sua resistência, fazendo do nanotubo um resistor comum.

Há alguns anos, grafeno vem sendo usado dentro de circuitos eletrônicos, mas pela primeira vez se vislumbra uma realidade onde nanotubos do material podem ser facilmente aplicados e produzidos. Até aqui, seu uso ou era proibitivo do ponto de vista financeiro, ou simplesmente redundava em enormes riscos, dada a necessidade de se dissolver o material em químicos pesados. O lápis de grafeno do MIT abre a perspectiva de uso simplificado, sem riscos e muito mais barato da tecnologia.

Fonte: Extreme Tech via Techtudo

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