22 de setembro de 2012

Quem é o politico no imaginário popular?





Essa é uma pergunta que muita gente responderia facilmente em dois ou três minutos, mas será que ao respondê-la levaria em consideração o que sua resposta acarreta a sociedade? Ou até se existe erro e onde ele está na sua concepção sobre o conceito de político?
Já há “alguns anos” que o Brasil vive uma democracia, da qual a politica partidária é uma característica com um valor grandioso no que diz respeito ao “poder do povo” em escolher seus lideres. Cabe aqui analisarmos qual é a concepção que esse “povo” tem de um bom político.
Primeiramente, acredito que é impossível separarmos a identidade politica de um povo da qualidade de sua educação e de outros fatores mais. Essa é à base de toda a concepção de mundo que temos. Por isso a distância que existe o “real” e “ideal”
Hoje o personagem político ganhou um ar de personalidade, além disso, é inegável que existe um peso muito grande da imagem simpática construída pelo político diante da população, tanto é verdade que é só parar e pensar um pouco que veremos sinais disso, como, por exemplo: a escolha de um nome político que destaque ou um “sobrenome de peso” ou uma característica que lhe arranje algum curral eleitoral dentro de determinado campo do eleitorado. O que dizer também dos candidatos que descem as favelas em plena campanha tentando mostrar o seu apego pelos mais carentes?
 Outro fator de grande peso na escolha do eleitor é a capacidade dos políticos em atender os caprichos, desejos ou necessidades desse eleitor. Nesse jogo de interesses o candidato promete o dobro de empregos que ele será capaz de oferecer caso seja eleito, sinal de que o voto hoje é um produto comercializado, às vezes a muito, às vezes a pouco custo. Parando e imaginando o politico perfeito para a população ainda encontramos algumas outras características como a capacidade oratória e até a beleza dele.
Portanto o politico ideal seria aquele que é simpático, comunicativo, de promessas fáceis e mentirosas, humilde durante a campanha e, porque não, bonito.  Acho que conseguimos chegar assim a figura do “político perfeito” para o imaginário popular.
Agora é a hora de ir mais longe (como dizem alguns slogans políticos), é a hora de provar que existem erros na (s) concepção (ões) citada (s) acima.
A prova que apresentarei é a mais clara e contundente de todas e para encontra-la é só respondermos a seguinte pergunta: estou satisfeito (a) com as pessoas que me representam no poder público e sou capaz de confiar meus bens a eles? Sua resposta provavelmente será não. Este é um sinal que na hora da escolha dos nossos líderes estamos olhando para o horizonte errado.
O pior é que o brasileiro acha que não tem culpa na situação complicada em que se encontra a confiança nos políticos. Eu acredito que nós temos sim, e digo mais eu acredito que “por trás de um politico corrupto existem milhares de eleitores alienados ou corruptos também”.
Ai pode surgir à pergunta: mas o que eu devo olhar então na hora de escolher meu candidato?
Pessoalmente sigo esse processo: olho primeiramente a ficha criminal, em seguida o preparo intelectual dos políticos que disputam o cargo, depois o projeto de governo de cada um deles, o candidato que não possuí um é um incapacitado, e a seguir olho para o grupo político de que ele faz parte, ou seja, quem está ao redor de cada candidato.
Reparem que nenhum desses pontos tem uma alcunha pessoal e mesquinha. Sei que é difícil e em alguns casos é quase impossível, mas na hora de escolher devo pensar não no melhor para mim, mas no melhor para minha cidade, estado ou país.
Acho que falta no brasileiro a consciência que não é resolvendo meu problema pessoal que irei resolver o problema social do lugar onde vivo e sim fazendo o caminho inverso. As próximas eleições são uma boa chance para repensarmos nossos conceitos políticos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário