5 de setembro de 2012

Eleição é festa? Cada vez mais transformamos eleição em diversão.



Todos nós já ouvimos falar em expressões do tipo: "As eleições são a festa da democracia", e todos concordamos totalmente com essa frase, mas, algumas medidas da justiça (proibição de paredões, carretas e outros) repercutiram muito entre a sociedade mariense, e acredito que reflete a situação de várias cidades no interior do Brasil, esse é o objetivo do artigo dessa semana.



Na minha cidade (Mari-PB) além de ser uma importante decisão que vai afetar a vida dos cidadãos da cidade pelos próximos 4 anos, a eleição também é vista como um momento de se conhecer pessoas novas, pois, devido a falta de opções para se divertir que atinge qualquer pequena cidade, os eventos políticos reúnem muita gente e acaba se transformando numa opção de diversão principalmente para a juventude.

Mas, decisões da justiça em algumas comarcas, algumas em acordo com as coligações, proibiram paredões, carreatas, entre outras coisas que faziam a diversão de muita gente. E isso gerou insatisfação em muitos e grande repercussão nas redes sociais.

Alguns comentários do tipo: “Acabaram com a graça das eleições”. Não estou aqui para dizer que estão certos ou errados, mas, só para chamar atenção a uma coisa que venho me perguntando: “Será que na nossa procura por diversão, estamos esquecendo o real propósito das eleições”? Para quem acha que as proibições estão acontecendo apenas na 4° Zona (Mari, Sapé, Sobrado e Riachão do Poço) estão aí vários links para proibições em várias zonas eleitorais na Paraíba. Em Pernambuco e no Rio Grande do Norte também está acontecendo a mesma coisa.
Ao invés de as eleições serem esperadas por ser um momento muito importante para a cidade, esperamos porque vão animar um pouco nossa vida. Queiramos ou não, muitas vezes quando pensamos em eleição o primeiro pensamento é na diversão que ela trará. Claro que, sabemos que juventude é assim mesmo, tudo é encarado como diversão.

Na minha visão, a decisão de tirar os paredões da campanha foi muito benéfica a população, a cidade não está aquele ‘caos’ que estava nas eleições de 2010, onde, a todo momento tinha um som (paredão, carro de som, etc) passando para acordar e incomodar os cidadãos trabalhadores. Como esse período eleitoral é o único momento onde os donos de paredões tem lucro, essa medida deve desestimular o investimento nesse tipo de som.

Lembrando aos desavisados que, essa proibição está acontecendo em várias cidades da Paraíba e que também deve estar acontecendo em outras partes do país. Isso se deve também a incapacidade de fiscalizar tantas ocorrências denunciadas nas eleições.

Enquanto a juventude se embriaga nessa ‘festa’ que se tornaram as eleições, não se importa em lutar por seus direitos e reivindicar melhores condições. É incrível como nenhuma causa social consegue reunir quantidade de pessoas comparável aos eventos políticos, seja uma luta por segurança, por educação, etc.

Quanto mais encararmos as eleições como um momento de festa, mais estaremos sujeitos a políticos oportunistas que tentarão financiar essa diversão em troca de votos. Teríamos que “aproveitar” esse tempo de eleições para cobrar melhorias para a sociedade, como por exemplo, a gratuidade tão esperada pela maioria dos universitários do município, entre outros. Preferimos pedir um benefício momentâneo para nós do que um benefício duradoura para a comunidade, essa é a geração que vai ser o futuro de Brasil?

A verdade é que estamos mascarando a importância das eleições com um clima de festa, mas, depois das eleições a festa acaba e a vida da população não melhora em nada.

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