21 de julho de 2012

Professores da UFCG também rejeitam proposta e greve segue na PB


Professores da UFCG rejeitam proposta do governo e greve segue na Paraíba (Foto: Divulgação/Adufcg)Os professores da Universidade da Federal de Campina Grande (UFCG) rejeitaram a proposta de carreira apresentada pelo governo federal e a greve da categoria segue na Paraíba. A votação por amostragem aconteceu na sexta-feira (20) no Auditório da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia, em Campina Grande, no Agreste paraibano. O resultado da assembleia dos docentes foi enviado para o Comando Nacional de Greve da categoria e comporá um quadro nacional do posicionamento dos professores das universidades federais de todo país sobre a proposta do governo. A greve nacional dos professores federais completou dois meses no dia 17 de julho.

Na quinta-feira (19) os professores da Universidade Federal da Paraíba também seguiram a orientação do proposta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e rejeitaram a proposta de reajuste de 45%. Na próxima segunda-feira (23) está prevista uma rodada de negociação da categoria com o Ministério do Planejamento, em Brasília. Na data, os docentes da UFCG estão programando uma vigília na Praça da Bandeira, em Campina Grande, para acompanhar as negociações com o governo.

As reivindicações principais dos professores são a reestruturação da carreira docente, valorização do trabalho e melhoria das condições de trabalho. Segundo a assessoria de imprensa da Associação dos Docentes da Universidade de Campina Grande (Adufcg), na assembleia, os professores da UFCG também aprovaram a inclusão na pauta de reivindicações da cobrança do governo de uma proposta de melhoria das condições de trabalho.

Os docentes da UFCG estão em greve desde o dia 17 de maio. Segundo a Adufcg, atualmente estão paralisadas 95% universidades federais, 95% dos institutos federais de educação e 100% dos Centros federais de educação.

Consequências da greve na Paraíba

Na Paraíba, professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal na Paraíba (IFPB) estão em greve. Na terça-feira (17) o movimento grevista completou dois meses. Por conta dos dias parados, os calendários das instituições vão sofrer mudanças.

O pró-reitor de ensino da UFCG, Vicemário Simões, explicou que já foram cumpridos 65 dias letivos de aula. “Temos que completar 100 dias letivos obrigatórios pelo Ministério da Educação. Quando a greve acabar, saberemos quando vamos completar os 100 dias de aula, e aí fazermos as devidas mudanças no calendário de aulas”, disse.

De acordo com a assessoria de imprensa da UFPB, atualmente a instituição tem 42 mil alunos distribuídos nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeira, Rio Tinto e Mamanguape. Já a assessoria de imprensa da Adufcg informou que a Universidade Federal de Campina Grande conta com 20 mil alunos. Ou seja, 62 mil alunos sem aulas na UFPB e UFCG. Em junho, uma equipe do JN no Ar esteve na Paraíba, pois a UFPB tinha o maior número de alunos sem aula durante a greve dos professores federais. “Não existe a possibilidade dos alunos perderem o período. As aulas do próximo semestre vão ter que se estender aos primeiros meses de 2013, atrapalhando as férias de verão”, finalizou Vicemário.

A assessoria de imprensa da Pró-Reitoria de Graduação da UFPB informou que 95% dos professores pararam durante a greve, e que “quando o acordo for confirmado, finalizando a greve, as mudanças serão confirmadas. Mas podemos adiantar que os meses de Janeiro e Fevereiro de 2013 vão ser preenchidos com aulas do segundo semestre de 2012”, explicou. O IFPB confirmou através de Adolfo Vágner, do Comando de Greve do instituto, que as mudanças devem acompanhar a UFPB e a UFCG, fazendo com que esses dois meses parados sejam relocados para janeiro e fevereiro do próximo ano. Adolfo Vágner disse que 100% dos professores aderiram à greve.

Fonte: G1 Paraíba

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário