18 de julho de 2012

Greve: professores e servidores fazem mobilizações na PB



Em João Pessoa, manifestação foi em frente ao Ministério da Fazenda.
Em Campina Grande, professores e estudantes fecharam trânsito no Centro.



Professores e servidores de universidades e institutos federais na Paraíba se reuniram na manhã desta quarta-feira (18) para mais uma vez protestar pelo que já vem sendo reivindicado na greve dos docentes federais. Eles realizaram mobilização em João Pessoa e em Campina Grande. A greve das universidades federais completou dois meses na terça-feira (17) e os docentes dos institutos estão há 41 dias de braços cruzados.

Em João Pessoa, professores e estudantes fizeram uma manifestação em frente à sede do Ministério da Fazenda na cidade, na Avenida Epitácio Pessoa. Em Campina Grande, os docentes se reuniram na Praça da Bandeira, realizaram panfletagem e em alguns momentos fecharam o trânsito. Estudantes também apoiaram a mobilização.

Na sexta-feira (13) o Governo Federal apresentou uma proposta à classe de professores, mas ela foi rapidamente refutada. O Ministério do Planejamento propôs uma redução no número dos níveis de carreira do professor federal de 17 para 13 níveis e um reajuste que chegaria a 45% em três anos para os profissionais com dedicação exclusiva.

Os professores estão reivindicando que seja padronizada a classe dos docentes federais em um só nível. Atualmente existem os de universidade e os de instituto e 17 níveis diferentes divididos em mais seis classes para os universitários e cinco para os de instituto. Eles querem que seja regulamentado cargo único, com carreira única e remuneração de acordo com o avanço profissional na carreira.

A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, disse, após reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que a proposta do governo para um novo plano de carreira e reajuste salarial está abaixo do que a categoria propôs. “Nem chega próximo", disse ao G1. "Mas só teremos uma avaliação precisa após as bases avaliarem”.

Paraíba

A Universidade Federal da Paraíba foi uma das primeiras no país a aderir à greve e tem cerca de 40 mil alunos sem aulas. Na quinta-feira será realizada uma assembleia na faculdade com toda a classe para avaliar melhor a proposta do governo. Na segunda-feira (23) os sindicatos se reunirão com os comandos de greve em todo o país para também avaliarem a proposta.

Na Universidade Federal de Campina Grande são quase 25 mil alunos e o comando de greve sinalizou que não deve aceitar de nenhum modo a proposta. A reitoria informou que vai esperar o término da greve para estudar mudanças no calendário letivo, mas adiantou que o período 2012.2 deve se estender pelos primeiros meses de 2013.

Retirado do G1 Pb.

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