11 de julho de 2012

Greve nas Universidades Federais


Há mais de 50 dias em greve professores federais convivem com a falta de atenção do governo, que inexplicavelmente, foge do diálogo com os grevistas, parece que o governo não está muito preocupado com a greve. Mas se estivesse na oposição garanto que não faltaria incitação e apoio aos grevistas.



Vemos o que todo país vê quando a esquerda chaga ao poder, ela esquece de seus ideais, muitas vezes irreais e imediatistas.


Em todos os anos eleitorais ouvimos coisas do tipo: investiremos em educação, saúde e segurança, que por acaso são áreas que mais precisam de investimentos. Aí vemos uma greve das Universidades Federais que está para completar dois meses e o governo federal quase não negocia, isso é uma vergonha!

Qualquer país minimamente civilizado sabe que a forma de se desenvolver um país passa, de todo jeito, por uma educação de qualidade, mas no Brasil isso ainda é uma fantasia das campanhas eleitorais.

Estamos cansados de houver exemplos como o Japão, que se reconstruiu de uma guerra (há menos de 70 anos atrás) e hoje é uma das potências do Mundo, que focou na educação como forma de desenvolvimento, o Brasil patina na falta de coragem política, pois, para aumentar o investimento em educação teria que diminuir o investimento em outras áreas, que dão mais voto. Com certeza, isso prova que "educação não dá voto"!

No Brasil, temos que nos conformar em ser eternamente "o país do futuro".

O REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão Universitária) é o pivô dessa greve, com certeza, criado em 2007 pelo MEC, o programa visava aumentar as vagas e interiorizar as universidades, mas, desde o início foi muito mal executado, para o governo um ótimo plano eleitoral, pois, só se fala nos números de aumento de vagas.




O REUNI era um programa bem intencionado, pois era, e ainda é necessário um aumento de graduados no Brasil, pois, se não, o país precisará importar profissionais para o mercado de trabalho, mas, o programa esqueceu que não é só construir a universidade, tem que equipá-la para dar uma boa formação aos alunos, pois, sairão dali direto para o mercado de trabalho.



Quiseram implantar no ensino superior a mesma fórmula de "sucesso" do ensino regular, só que com muitos agravantes, criaram-se cursos e não contrataram professores qualificados o suficiente, cursos criados sem planejamento, o aumento no número de alunos não foi acompanhado com uma maior contratação de professores, fazendo com que os professores tivessem que assumir salas de aulas lotadas e com aumento de carga horária.

Esse é o planejamento educacional do Brasil? Dá até pra brincar com o nome do programa "Programa de Apoio a Reestruturação e Expansão Universitária", está mais para, Programa de Expansão, Sucatização e Desqualificação Universitária.

Mas o que mais me deixa triste é a falta de atenção do governo que esse greve tem gerado, poucas vezes atenderam os grevistas, desmarcam reuniões, não apresentam quase nenhuma proposta, entendo que é um momento complicado de crise internacional, mas o mesmo governo que hoje toma justificativa na crise também a chamou de "marolinha", dá pra acreditar?

Por mais que o governo não tenha muitas condições de fazer uma proposta satisfatória imediatamente, que pelo menos abra um diálogo amplo, pois, do jeito que está parece que o governo não considera muito importante a educação superior no Brasil.

Como aluno de instituição federal apoio totalmente a greve dos professores, embora, tenhamos que estudar em períodos não muito comuns, e atrase a formação e ingresso de muitos estudantes, temos que apoiar, pois, acredito a falta de atenção coma  educação do país tem parte da culpa no povo, que não percebeu ainda a importância de se unir nesse tipo de luta.

Rondynelle Silva

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