18 de julho de 2012

Eleições 2012: A hora do voto

Estamos em 2012, ano de eleições municipais, e a partir de hoje começamos uma nova série de artigos com essa temática, dessa vez intitulada de "Eleições 2012". Dessa vez o objetivo é tocar em alguns assuntos que geram certa dúvida nos cidadãos. Como por exemplo: sob quais condições se realiza o 2° turno, votos brancos e nulos, propaganda eleitoral "gratuita" (que é gratuita só no nome), etc.

Hoje faço uma análise sobre "A hora do voto", momento tão importante para qualquer democracia, onde os militantes vão pra rua em busca de votos e defendendo um "projeto" político em que acreditam (pra falar a verdade, nem sempre existe esse tal de "projeto"), os ânimos se acirram e, mas, no fim vence o país.
Porém há quem acredite que essa história de dizer que as eleições são um show de democracia, supervalorizando esse momento, só satisfaz os objetivos das políticos e das elites que acabam se perpetuando no poder, pois, a "hora do voto" é um momento muito importante, mas tão importante quanto, é acompanhar os políticos eleitos para que eles realmente cumpram o que prometeram.

Para quem acha que estou falando besteira, então, te pergunto porque no período eleitoral os políticos fazem promessas fantasiosas que qualquer pessoa mais esclarecida sabe que é "impossível"? Resposta: Porque eles sabem que se cumprirem ou não, nada vai mudar! Você acha que se um político soubesse que fazer promessas e não cumprir faz com que ele perca votos, você não acha que as promessas seriam mais realistas? E que eles se empenhariam mais em tentar transformá-las em realidade?

Então essa supervalorização das eleições servem para dizer que os eleitores só são importantes de 4 em 4 anos, e com essa falta de acompanhamento, acontece o que estamos vendo, a "qualidade" dos políticos brasileiros. Outro fator que contribui é a falta de educação, e principalmente, uma educação mais cidadã, que vise transformar as pessoas em verdadeiros cidadãos, conscientes de seus direitos e deveres.

Já cheguei a ser criticado por tentar acompanhar o debate político em nível nacional, através da TV Senado, temos que aprender a votar num candidato por suas ideias e não porque dizem que ele ajudou em obra A ou em obra B, o que ele vai defender, em seu mandato? Ele é a favor das Cotas? Raciais ou Sociais? O que ele acha sobre a criminalização da homofobia? Quais suas propostas para melhorar a educação? O que deve ser mudado no nosso modelo de saúde pública para que ele realmente funcione? Quais suas propostas para diminuir os efeitos das secas no Nordeste? É assim que temos que avaliar um político!

Ao contrário de criticar, acredito que todo cidadão minimamente consciente deveria assistir de vez em quando a TV Senado ou a TV Câmara, ali vemos, o quão complicado é o processo legislativo e a vida política. Temos uma noção totalmente diferente do que é política, política não é gritar nome de A ou de B em campanhas políticas em busca de cargos na administração pública, política é muito mais que isso.

Semana que vem começarei com os temas específicos dessa série de artigos. Bom dia a todos, até a próxima.

Rondynelle Silva

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