7 de junho de 2012

Com mais de 80% de abstenção, UFPB elege novo reitor


Protesto marca 2º turno das eleições na UFPB em João Pessoa, Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)A candidata de oposição, Margareth Diniz, venceu as eleições para reitoria da Universidade Federal da Paraíba com mais 88% de abstenções. O número alto de professores, funcionários e alunos que deixaram de votar foi resultado do boicote proposto pela chapa de situação que tinha Lúcia Guerra como candidata.

Segundo o site oficial da candidata vencedora, dos 49.901 votantes, 44.361 (88,89%)deixaram de participar das eleições da quarta-feira (6). Margareth Diniz venceu com 94,61%. Já Lúcia Guerra ficou com 5,39% dos votos.

A assessoria da Universidade Federal da Paraíba informou que cumpriu a determinação da justiça, de realizar as eleições, mas que não acompanhou a contagem de votos.

A dúvida agora é se o Conselho Universitário (Consuni) vai homologar o resultado da eleição e reconhecer a vitória de Margareth Diniz. Isto porque o Consuni determinou que o pleito fosse adiado por conta da greve dos professores da UFPB que dura mais de 20 dias e a universidade recorreu ao Supremo Tribunal Federal para anular o segundo turno.

O G1 tentou entrar em contato com o presidente do Consuni e atual reitor da UFPB, Rômulo Polari, e também com o presidente da comissão eleitoral, Jonabio Barbosa, mas as ligações não foram atendidas.

A vencedora terá em mãos uma das maiores receita do estado, algo em torno de R$ 1 bilhão. A eleição aconteceu na quarta-feira (6), das 8h até as 21h. Ela foi marcada por boicote e manifestações em todo o campus de João Pessoa.

A chapa da candidata Lúcia Guerra, que obteve 35,93% dos votos no 1º turno, se recusou a participar das eleições. "A UFPB já está recorrendo ao STF da decisão do processo julgado na última terça-feira (5)", disse Lúcia Guerra. Ela fez um apelo a seus eleitores, para que eles não votassem na eleição. No primeiro turno, Margareth Diniz obteve 49,66% dos votos.

Com o resultado, a UFPB será, pela primeira vez, administrada por uma mulher. No primeiro turno, mais de 70% dos alunos não votaram . O mandato da nova reitora será de
2013 até 2016.

Impasse judicial

Na terça-feira (5), a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Pernambuco, recusou o recurso da Universidade Federal da Paraíba que pedia o adiamento do pleito do segundo turno da eleição para reitor. Com isso, ficou matida a decisão do juiz Edilson Pereira Nobre Júnior, que determinou que o pleito devia acontecer esta semana. A Reitoria, através da assessoria, disse que recorreu ao Supreto Tribunal Federal. 

A Reitoria acredita que a decisão judicial fere a autonomia da universidade já que a decisão de adiamento partiu do Consuni. A UFPB, através da Advocacia Geral da União (AGU), entrou com um recurso na segunda-feira (4) para que fosse cassada a liminar que determinava a realização imediata da eleições para reitor da UFPB.

A determinação da retomada imediata das eleições foi do desembargador federal Edilson Pereira Nobre Júnior, do Tribunal Federal Regional da 5ª Região, que atendeu o pedido da candidata Margareth Diniz. O pleito havia sido adiado, em decisão do Conselho Universitário (Consuni), por conta da greve dos professores que já dura mais de 20 dias.

O resultado do primeiro turno, que aconteceu no dia 16, foi divulgado no último dia 17. Margareth Diniz ficou na frente com 49,66% dos votos. A segunda candidata mais votada foi Lúcia Guerra, que teve 35,93% dos votos. Na última sexta, a candidata Margareth Diniz já havia informado que estava confiante que seria eleita, uma vez que teve quase 50% dos votos mesmo com algumas de suas urnas impugnadas “por culpa da comissão”. Lúcia Guerra, por sua vez, disse que está mantendo a candidatura, mas que não reconhece a eleição, pois ela ainda esta sub júdice.

Fonte: G1 Paraíba

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