25 de junho de 2012

Candidatos reclamam de falta de provas em concurso de Bayeux - PB


Alguns candidatos ao cargo de Supervisor de Ensino do concurso da Prefeitura de Bayeux, na Grande João Pessoa, se sentiram prejudicados na manhã deste domingo (24), durante a aplicação da prova. Isto porque, quando as provas foram entregues, seis candidatos ficaram sem provas.

Segundo a candidata Cláudia Fonseca, que estava no local, a falta dessas provas causou um tumulto na sala. “O pessoal da organização pedia que a gente ficasse em silêncio, não falasse nada, para não atrapalhar as outras turmas. Mas era impossível, todo mundo estava indignado”, contou ao G1.

Cláudia explicou que o envelope veio lacrado e que nenhum dos candidatos da sala dela faltou à prova. Ela ainda disse que só às 8h50, 50 minutos depois do horário de início do concurso, um coordenador chegou com um novo envelope lacrado com 10 provas. “Como somem seis provas e eles aparecem com 10? Que garantia tem esse concurso?”, questionou. De acordo com ela, os candidatos que receberam as provas do novo envelope ainda perceberam que elas eram cópias.

Segundo Cláudia, ela e os colegas ainda cogitaram a possibilidade de não realizar a prova, mas foram orientados a fazer e só depois recorrer. “Fizemos por questão de finalização, pois ninguém tinha condições psicológicas de fazer uma prova com 40 questões”, reclamou. “Se fosse um erro nosso, como o celular tocar na sala ou alguém chegar atrasado, não seria perdoado”.

Os candidatos presentes no local fizeram uma ata registrando a irregularidade no concurso e alguns ainda foram à delegacia prestar queixa do ocorrido. O delegado Manuel Neto, da 5ª Delegacia Distrital, em Bayeux, confirmou que o Boletim de Ocorrência foi feito no local. Cláudia Fonseca ainda garantiu que os candidatos vão se reunir nesta segunda para procurar o Ministério Público e pedir o anulamento do concurso.

A secretária de Administração de Bayeux, Elizabeth Andrade, explicou que a responsabilidade pela aplicação do concurso não é da Prefeitura e sim da empresa, no caso a Contemax. O diretor administrativo da empresa, Clodoaldo Maximino, por sua vez, disse que houve um erro humano na hora da contagem das provas.

“Para uma turma que tinham 26 candidatos, foram só 20. Para outra turma, com 30 candidatos, foram 36, por isso houve o problema”, justificou. “Errar na contagem é humano. Principalmente em um concurso com cerca de 15.100 candidatos. Não houve a intenção de prejudicar ninguém”.

Segundo ele, o outro envelope com 10 provas apareceu porque pra cada unidade vai um conjunto reserva de provas para substituição caso ocorra algum problema, como erro de impressão ou de montagem.  “Isso é normal em todo concurso. E não houve prejuízo, só houve atraso por conta do deslocamento da coordenadora para ver o que aconteceu antes da abertura do envelope novo. O sigilo estava garantido, uma vez que estava lacrado”, comentou Maximino.

Ele ainda acrescentou que o prazo para o término da prova foi prorrogado em 20 minutos, mas que os candidatos não precisaram desse tempo a mais.

Fonte: G1 Paraíba

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