16 de maio de 2012

Reforma Política: Candidatura avulsa


Estamos aqui para refletir sobre o último dos tópicos apresentado na matéria de abertura da série reforma política que é: candidatura avulsa.

Candidatura avulsa seria aceitar que pessoas não filiadas a partidos políticos pudessem ser candidatos aos vários cargos na política nacional. Como é de praxe na coluna de política, vamos aos prós e contras sobre essa proposta e depois uma pequena análise desse que vos escreve porque, por mais defenda minhas opiniões tento basear meus leitores com argumentos para que possam me contradizer e discordar.

Alguns dos argumentos favoráveis a essa proposta são: a falta de credibilidade em que estão mergulhados os partidos políticos, e portanto, toda a política nacional, o direito (como existe em 90,32% dos paísesdo mundo, segundo estudo do jornalismo do senado) de um cidadão postular sua candidatura política mesmo sem filiação partidária, argumentam que essa possibilidade é prevista em muitos países no mundo e só fortaleceu a democracia e os partidos políticos.

Os contrários dizem que enfraqueceria, os já fracos, partidos políticos no Brasil, que incentivaria “aventureiros” nas eleições (celebridades e pessoas ricas poderiam se sentir incentivados a concorrer), aumentaria a “personalização” das eleições no Brasil, “personalização” é um fenômeno que acontece no Brasil por causa da opção do voto em lista aberta, que faz com que o eleitor faça sua escolha mais pelo candidato do que pelo partido, também argumentam que os candidatos derrotados nas “escolhas” partidárias poderiam se sentir incentivados a uma onda de candidaturas avulsas que seria negativa a fidelidade partidária.

Acho o seguinte, que a candidatura avulsa é o futuro, que pode ser próximo ou não tanto, e precisamos discuti-la, entendo quem diz que vai enfraquecer os partidos, até acho que realmente possa acontecer, mas acredito que ao invés de enfraquecer possa fortalecer os partidos por que demandaria uma necessidade de mudança, os partidos teriam que mudar para incentivar as pessoas a aderirem a eles, respeitando um pouco mais seus conteúdos programáticos (que hoje são peça de ilusão), respeitando os filiados do partido, que atualmente, só fazem chancelar candidaturas.

Poderíamos promover uma abertura dos partidos, pois, são eles a engrenagem da democracia brasileira, mas, estão fechados as elites e desacreditados pelo povo. Será que isso é bom para nossa democracia? Ao invés de as pessoas serem obrigadas a entrar em um partido para se candidatar, pode ser que no futuro as pessoas tenham vontade de entrar num partido por suas ideias.

Mas, com a candidatura avulsa no Brasil, teríamos que fazer uma série de mudanças, pois, os recursos do fundo partidário e o tempo de propagando eleitoral são atualmente distribuídos proporcionalmente com o número de deputados eleitos por cada partido, quem elege mais tem mais tempo na mídia e mais dinheiro para fazer a campanha, mas, nada que não posso ser contornado.

Temos que nos juntar a 90% dos países do mundo e dar mais esse instrumento de participação e democracia ao povo brasileiro. Candidatura avulsa sim!

Semana que vem vou falar sobre um tema que não estava previsto na série reforma política, mas, que acho interessante a discussão: Democracia interna nos partidos. Deixem seus comentários, sugestões, interajam conosco através das redes sociais twitter: @BlogConexSocial, Facebook: Blog Conexão Social e pelo meu twitter pessoal @Rondybarbosa. Uma ótima semana a todos e até a próxima quarta.

Rondynelle Silva

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