29 de maio de 2012

Biomas Brasileiros: Campos Sulinos

Nesta semana chegamos ao final da série Biomas Brasileiros, o último bioma que irei falar são os Campos Sulinos, espero que todos tenham gostado da série.

Ronielson Lima



Campos Sulinos




Este bioma abrange uma área de 210 mil km2, que se estende pelo Rio Grande do Sul e ultrapassa as fronteiras com o Uruguai e Argentina. Os campos sulinos são marcados pelo clima subtropical, isto é, apresenta temperaturas amenas e chuvas regulares durante todo o ano. A vegetação é predominantemente herbácea, com alturas que variam de 10 a 50 cm. 

No litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem já se apresenta diferenciada, com ambientes alagados e a vegetação é formada por espécies como o junco, gravatás e aguapés, habitat ideal para existência de uma expressiva fauna. Nas encostas do planalto, ocorrem os chamados campos altos, área de transição com predomínio de araucárias – sendo mais conhecida como Mata dos Pinhais.

Por apresentar solo fértil e condições naturais favoráveis, os Campos Sulinos atraíram muitos agricultores e pecuaristas para a região, que se expandiram as áreas agropecuárias de maneira inadequada e sem planejamento, gerando como consequências o desgaste do solo iniciando um processo de desertificação, em áreas do bioma.Os Campos em geral, parecem ser formações edáficas (do próprio solo) e não climáticas. A pressão do pastoreio e a prática do fogo não permitem o estabelecimento da vegetação.

A conversão dos campos em outros tipos de uso vem transformando profundamente sua paisagem e colocando suas espécies sob ameaça de extinção. As queimadas ilegais, praticadas anualmente, estão entre os principais problemas que afetam os Campos Sulinos.
Outro uso ecologicamente nocivo a esse ambiente é sua conversão direta uso agrícola. A expansão dos plantios de soja tem descaracterizado intensamente a paisagem. Os Campos Sulinos têm sido ainda fustigados pela proliferação descontrolada de espécies exóticas. Esse processo de invasão foi iniciado a partir de plantios de pinus e eucaliptos realizados ao longo de rodovias, o que tem ocasionado a perda da biodiversidade do bioma.

Clima     
       
O clima nos campos sulinos é caracterizado com altas temperaturas no verão, chegando a 35ºC, e o inverno é marcado com geadas e neve em algumas regiões, marcando temperaturas negativas. A precipitação anual situa-se em torno de 1.200 mm, com chuvas concentradas nos meses de inverno. O clima é frio e úmido.

Flora   
         
A vegetação predominante é de gramíneas, representadas pelos gêneros Andropogon, Aristida, Paspalum, Panicum e Eragrotis, leguminosas e compostas. As árvores de maior porte são fornecedoras de madeira, tais como o louro-pardo, o cedro, a cabreúva, a grápia, a guajuvira, a caroba, a canafístula, a bracatinga, a unha-de-gato, o pau-de-leite, a canjerana, o guatambu, a timbaúva, o angico-vermelho, entre outras espécies características como, a palmeira-anã (Diplothemium campestre). Os campos sulinos possuem uma diversidade de mais de 515 espécies.

Já os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campestres que formam uma vegetação tipo savana aberta. Há ainda áreas de florestas estacionais e de campos de cobertura gramíneo-lenhosa.

Fauna    
           
É um dos ecossistemas mais ricos em relação à biodiversidade de espécies animais, contando com espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção, espécies migratórias, cinegéticas e de interesse econômico dos campos sulinos.

Entre os mamíferos, 39% também são endêmicos, o mesmo ocorrendo com a maioria das borboletas, dos répteis, dos anfíbios e das aves nativas. Nela sobrevivem mais de 20 espécies de primatas, a maior parte delas endêmicas.

Acesse as outras postagens da série.

Série biomas brasileiros:
7- Biomas Brasileiros: Campos Sulinos


Fontes:




Um comentário:

Deixe seu comentário