5 de abril de 2012

Situação do saneamento básico no Brasil é catastrófica, diz presidente da ANA



Durante audiência pública da Subcomissão da Água realizada nesta quarta-feira (4), senadores e debatedores manifestaram preocupação com a situação do saneamento básico no Brasil.

Segundo o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, a situação do país no setor é “catastrófica”. Ele alertou que serão necessários investimentos de R$ 22 bilhões em sistemas de produção de água e mananciais para manter a atual oferta de água em 55% das cidades brasileiras, até 2015. Os dados contam do Atlas do Abastecimento Urbano de Água lançado pela ANA no dia 22 de março.

- Mesmo que tenhamos avançado no volume de recursos, a ampliação do saneamento em comparação ao crescimento das cidades está ficando estagnado. Não está mudando o patamar da situação do saneamento no Brasil – disse.

Para o presidente do Comitê Internacional do 6º Fórum Mundial da Água, Benedito Braga, o principal problema ambiental brasileiro está justamente ma qualidade restrita do saneamento básico.

- Quando se fala em meio-ambiente só se fala em floresta ou aquecimento global, ninguém discute água, ninguém discute solo. O grande problema ambiental brasileiro está nas cidades – disse.

O presidente da subcomissão, senador Sérgio Souza (PMDB-PR) concordou com a necessidade de mais atenção ao saneamento básico e assinalou que água é um recurso estratégico para a sobrevivência do homem.

- A concentração urbana é realmente um desafio não só para o governo, mas para toda a sociedade brasileira – disse o senador.

Atendendo a pedidos dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Kátia Abreu (PSD-TO), o presidente do colegiado e o presidente da CMA, Rodrigo Rollemberg, informaram que a Subcomissão da Água e a CMA realizarão audiências e reuniões para garantir o cumprimento da Política Nacional de Recursos Hídricos. Eles também pretendem trabalhar pele inclusão de recursos suficientes no Orçamento de 2013 para setores responsáveis pela água, além de garantir de investimentos em saneamento.

Fonte: Agência Senado

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