2 de fevereiro de 2012

Dilma cobrou 'resultados', afirma novo ministro das Cidades

Presidente nacional do PP, Francisco Dornelles, a presidente Dilma 
Rousseff e o novo ministro das Cidades ,Aguinaldo Ribeiro 
(Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) afirmou nesta quinta (2), depois de ter sido anunciado como novo ministro das Cidades, que, no encontro com Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, a presidente pediu "resultados". 


Em entrevista a Cristiana Lôbo, Ribeiro disse que, para atender ao pedido da presidente, tem uma única preocupação: "Trabalho". Ele toma posse na tarde de segunda-feira (6). 

“Vou me dedicar ao máximo, buscando ter um quadro de técnicos competentes. O próprio ministério, já sei, que tem muita gente competente. Mas buscando qualificar o trabalho que nós vamos fazer para que esse trabalho gere resultados de forma muito rápida”, declarou. 

Líder da bancada do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro substituirá no ministério o colega de partido deputado Mário Negromonte (PP-BA), que pediu demissão nesta quinta, depois de ter sido alvo de uma série de denúncias de irregularidades. 

Mais cedo, Ribeiro havia dado declarações nas quais se defendeu de denúncias (saiba mais).

Ribeiro disse que terá como tarefa "vencer as burocracias" para conseguir executar o orçamento da pasta previsto em lei para este ano. 

“Muitas vezes, você tem um orçamento, mas não consegue a execução orçamentária. Acho que esse é o grande desafio nosso: vencermos e termos uma boa execução orçamentária, fazendo acontecer todas as ações que estão planejadas pelo governo Dilma”, declarou. 

Segundo Ribeiro, o desafio é acelerar os investimentos em habitação (dentro do programa Minha Casa, Minha Vida) e os relacionados à Copa do Mundo (como as obras de mobilidade urbana), que cabem à pasta. 

“A presidente pediu foi resultados. Por isso, nós temos muito trabalho, para vencer os desafios que temos pela frente no Brasil, que é complexo, que tem suas diferenças regionais, com problemas em várias áreas, em que você tem que dar uma resposta muito rápida”, afirmou.

Ele disse que os principais “entraves” estão na “concepção” das obras, na licitação e no processo de planejamento. “Hoje, temos restritivos ambientais, e o próprio de Tribunal de Contas da União tem participação na própria elaboração de editais”, disse. 

Questionado sobre como poderá superar os entraves que apontou, o ministro disse que irá atuar de "forma pessoal" junto aos órgãos de fiscalização para agilizar as obras. 

"Nós temos aí a falta da própria interlocução, e isso vou assumir de forma pessoal. Vou ao Ministério Público, vou ao Tribunal de Contas da União, naquilo que for preciso, Controladoria, para agilizar, Caixa Econômica. Isso vou assumir de forma pessoal, trabalhar de forma incansável”, disse.

Perfil
Com 42 anos, Ribeiro é formado em engenharia civil pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem pós-graduação em Administração.

Natural de Campina Grande (PB), Ribeiro já foi secretário estadual de Agricultura, Irrigação e Abastecimento e de Ciência e Tecnologia, Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Foi também secretário municipal de Ciência e Tecnologia em João Pessoa, além de já ter contabilizado dois mandatos como deputado estadual. 

Ele chegou a responder no Tribunal Regional Federal da Paraíba a processo impetrado pelo Ministério Público Federal por suspeita de improbidade administrativa na época em que era secretário de Agricultura. 

Segundo a ação, que teve julgamento favorável ao deputado e ainda cabe recurso, foram encontradas supostas irregularidades em dispensa de licitação em convênio da secretaria com o governo federal. Também foram identificadas aquisições de equipamentos com verba originalmente destinada ao combate da febre aftosa, prevista no mesmo contrato. 

Em sua defesa, Ribeiro argumentou que o convênio foi estabelecido dentro da legalidade e os equipamentos comprados emergencialmente, o que dispensaria licitação.


Fonte: G1 Paraíba

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