21 de março de 2015

A condenação de Levy Fidelix e a suposta 'Ditadura gay'

Eu fico indignado quando alguém diz que a multa aplicada a Levy Fidelix é um indício de DITADURA GAY. Então vamos explicitar ponto a ponto o que ele disse e analisar o que ele quis dizer e pensemos se temos indício para chamar o país de 'Ditadura gay'.

“Aparelho excretor não reproduz. Como é que pode um pai de família, um avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo! Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar”

O cara ensinua que quem defende casamento gay não tem vergonha na cara, diz "pra acabar com essa historinha" (de ser gay), confunde ser gay com ser pedófilo, na verdade ele quis dizer que todo gay é pedófilo. Levy Fidelix diz que temos que instruir nossos filhos e netos, só não diz exatamente para que. Na minha visão das duas uma: Ou para ser contra a homossexualidade ou com uma boa instrução as crianças não se tornariam homossexuais. Acredito que a segunda opção é o que ele quis dizer. Fico me perguntando que instrução seria essa e com base em que ele diz isso? Talvez se baseie em pesquisas científicas ou apenas no seu 'achismo' ignorante e preconceituoso? Ao dizer isso, ele ainda culpa os país pela homossexualidade dos filhos, coisa que não tem a mínima evidência em lugar algum.

"Luciana, você já imaginou? O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para a avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá"

Aí na réplica, sugere que é feio ser gay, inflama a maioria para enfrentar a minoria gay. Pedir para a maioria 'enfrentar a minoria' é bastante perigoso num país em que gays são atacados, espancados e até mortes, simplesmente por serem gays, não seria isso uma incitação a atos desse tipo? Está certo, vamos acreditar que ele não quis falar sobre enfrentamento físico, mas, a declaração dele não abre margem para isso, principalmente na cabeça dos mais fanáticos? Para alguns, uma frase como essa já é mais do que suficiente para incitar a violência contra os gays.

 Depois diz que os gays devem ser atendidos no plano afetivo e psicológico, mas, "bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá", ou seja, prega a segregação dos homossexuais. Tipo o que foi feito na 2ª Guerra Mundial ou no Apartheid na África do Sul, ou na Segregação Racial nos EUA e outros casos? Dizer que isso é um crime, transforma o Brasil numa Ditadura Gay? Meus amigos, sejamos sensatos, por favor. Isso não é Liberdade de Expressão, isso é discurso de ódio.

Na verdade, estamos num processo de banalização da palavra Ditadura, em nenhuma ditadura do Mundo seria possível difamar, injuriar e até incitar a violência contra os ditadores em rede nacional e 'apenas' sofrer uma multa. Falemos a verdade, aqui não tem nenhuma criança. Talvez, para os fiéis fanáticos de alguma Igreja Conservadora, essa retórica funcione, mas, à luz do que realmente foi dito e à luz da realidade que vivemos no país, essa estória de 'Ditadura Gay' não resiste a um mínimo de pensamento crítico. Na verdade o que se deseja não é a Liberdade de Expressão, é a Liberdade de Caluniar e difamar o outro sem sofrer nenhuma consequência.

24 de novembro de 2014

Os ricos passam imune a Crise Mundial. Advinha nas costas de quem estourou a conta?

Enquanto a vida dos trabalhadores piorou muito em vários lugares do Mundo, principalmente Europa e Estados Unidos, com a crise Econômica de 2008, o número de Bilionários simplesmente DOBROU e a Desigualdade entre ricos e pobres aumentou em vários países do Mundo. E o mais engraçado é que foi uma crise causada exatamente pelo 'Deus Mercado', é uma crise causada pelo Sistema Financeiro (Bancos), mas quem paga a conta são sempre os mais pobres ou, na verdade, menos ricos já que sobrou pra quase todo mundo nessa crise.

 Mas, está tudo perfeito. O Capitalismo funciona muito bem, todos estão satisfeitos e eu por dizer isso estou cometendo um Sacrilégio. Quem já viu questionar o Capitalismo e o seu 'Deus Mercado'? Sou um Comunista sujo que mereço morrer. Só Comunista fica preocupado com essas coisas né?

PS: Questionar o Capitalismo não é ser Comunista. É simplesmente questionar. Nesse Mundo nada é inquestionável, ainda mais com essas evidências.

17 de junho de 2014

Política no interior do Brasil: O caso Mariense

Ultimamente estou vendo muitos amigos marienses revoltados com a corrupção do governo federal e dizem que querem mudar o Brasil, talvez eles queiram mudar o Brasil do jeito que mudamos Mari ne? Talvez a política mariense seja o espelho do rumo que devemos seguir, então vamos fazer uma pequena análise sobre a política mariense:

Aqui em Mari é assim: O candidato, normalmente de família mais abastada, seja de família política ou empresarial da cidade (porque só esses conseguem disputar eleições aqui na cidade com condições de vitória, pois, aqui tem que se gastar muito dinheiro), vão em busca de apoio para sua candidatura, ai daí convidam (do verbo comprar) algumas pessoas influentes, os chamados “cabos eleitorais”, para lhe conseguir (mais conhecido como comprar) votos da população da cidade. Chegando na casa das pessoas esses “cabos eleitorais” buscam saber das suas necessidades e como poderiam votar no candidato que ele está “apoiando”, na maioria das vezes essas necessidades são financeiras, inclusive vão cabos eleitorais e mais cabos eleitorais na mesma casa “ajudando” (“comprando”) aquela família várias vezes, podendo até haver uma disputa pra ver quem dá mais. Esses mesmos cabos eleitorais cobram um pedágio para fazer esse trabalho, se a família pede 500 reais, por exemplo, eles pedem um valor a mais para o candidato para embolsar a diferença ou dizem a família que o candidato não deu o valor suficiente, e mais uma vez embolsam a diferença. (Ouvi relatos de cabos eleitorais que compraram vários bens depois de última campanha)

Às famílias mais abastadas e influentes da cidade é prometido céus e terras, cargos e mais cargos no serviço público local, parece uma máquina inesgotável de cargos.
Dessa forma, no fim da campanha (mais parecida com uma guerra), os candidatos já gastaram mais do que se somarmos os 4 anos inteiros de salários, aí de onde vão tirar a diferença? Ou se elegeram para “tomar prejuízo”, por puro altruísmo? Pelo bem do povo?

Depois de terminada a campanha, ao lado vencedor é somado uma série de adesões (mais conhecido como compra ou troca de favores) de políticos eleitos e de grandes famílias da cidade que não conseguem ficar de fora do poder, são décadas e décadas “mamando” nos cofres públicos para aumentar seu patrimônio. Mas, é dito para o povo (e alguns acreditam), que é para o bem da cidade, é para trabalhar pela cidade e pelo povo (lêia-se tirar os prejuízos da campanha e lucrar substancialmente, pois, a política pra eles é uma forma de vida, é uma profissão, um investimento: investem na campanha para lucrar depois dela, as custas do povo da cidade). As vezes, também pensam no “povo” na hora de aderir, pensam no povo da sua família e em 2 ou 3 cabos eleitorais que o ajudaram na campanha e que a estes ele quer retribuir com um bom cargo público.

Aí em busca de apoio e de suprir os gastos da campanha os primeiros anos dos governos são para “botar a casa em ordem”.
No fim, as pessoas só tem interesses pessoais e quem mais sofre são os mais pobres, porque as famílias mais abastadas, a maioria será procurada para “aderir”, recebendo alguns “favores” para isso, ou os que lá já estavam, terão sua vaga no serviço público garantido, mesmo que seja sem trabalhar.

E nós marienses? O que fazemos? Ficamos indgnados com a CORRUPÇÃO e a “falta de compromisso com o povo” do GOVERNO FEDERAL e só desse aí. Aqui na cidade aplaudimos políticos que, ou não fazem nada ou pouco fazem pelo povo. Prefeitos e vereadores são ótimos e tudo está maravilhoso. O que essas pessoas pensam? Que vamos mudar o país conservando em todo lugar esse tipo de prática? Que Brasília será um lugar de intocável retidão e probidade, como se os políticos que chegam em Brasília não fossem eleitos dessa forma corrupta que acabei de citar?

E tome hipocrisia povo de Mari! Sim... O problema político do Brasil não se resolve só com voto!

24 de maio de 2013

Como financiar um carro sem fazer dívida

Com as novas medidas de incentivo ao setor automotivo, lançadas pelo governo na semana passada, alguns carros chegaram a ter reduções de até 10% no preço. O momento é bastante favorável para a compra de veículos, mas antes de fechar qualquer negócio é importante observar as formas de pagamento. E talvez uma delas mereça atenção em especial: o leasing, que concentra algumas das principais dúvidas de compradores.

O leasing, ou arrendamento mercantil, é um tipo de contrato no qual o cliente faz a locação de um bem com a opção de compra. É um misto de aluguel e prestação, no qual o consumidor (arrendatário) tem a posse e usufruto do bem, que fica registrado como propriedade do banco (arrendador) durante a vigência do contrato.
As parcelas pagas pelo consumidor incluem o valor do aluguel (contraprestação) pelo uso do bem e também o Valor Residual Garantido (VRG), que é o valor pago pela aquisição do carro. No ato do contrato, as partes definem se uma parcela do VRG será paga como entrada, se parte do valor será quitado no final do contrato e/ou se será diluído nas parcelas mensais.
Existe um prazo mínimo de dois anos no qual o cliente deve manter o pagamento das parcelas. Depois disso, ele poderá optar por quitar o carro, devolvê-lo ou renovar o contrato. Se o arrendatário quiser quitar o carro antes do prazo mínimo, o contrato perde a caracterização legal e passa a ser classificado como de compra e venda a prazo. Nesse caso, as partes devem arcar com as consequências legais e contratuais que variam de contrato para contrato.
Vantagens e desvantagens do leasing
A principal vantagem do arrendamento mercantil, em relação ao financiamento pelo Crédito Direto ao Consumidor (CDC), é a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Contudo, com a redução do IOF de 2,5% para 1,5% ao ano, anunciada no pacote de incentivo do governo, a diferença de valor entre as parcelas do CDC e do leasing pode não ser tão grande, segundo Osmar Roncolato.
Para ele, neste momento, o leasing apresenta mais vantagens para empresas, do que para pessoas físicas. “A grande vantagem do leasing talvez seja mais para pessoa jurídica e consiste no fato de as parcelas serem dedutíveis no imposto de renda e também de não ocorrer imobilização do bem”. Isto é, o bem não faz parte do ativo da empresa que está utilizando o carro.
Nos contratos de arrendamento mercantil, o consumidor tem ainda a vantagem de obter aprovação de crédito com mais facilidade, já que o veículo é registrado como propriedade do banco e funciona como forma de garantia do pagamento.
Por outro lado, uma das principais desvantagens do leasing se dá justamente por conta de o bem ficar registrado como propriedade do banco durante o período do contrato. Assim sendo, o arrendatário não tem o direito de vender o carro até o fim do contrato. Outro demérito do contrato ainda é que algumas vezes ele pode gerar conflitos entre as partes.
Conflitos entre clientes e os bancos
Valmir Dezotti, do Ribeiro e Dezotti Advogados, já patrocinou centenas de processos de leasing. Ele conta que as principais ações movidas por consumidores contra bancos surgem em virtude da devolução do veículo, uma vez que alguns bancos pressionam o cliente a pagar as parcelas até o final do contrato.
Segundo Dezotti, a justiça tem dado ganho de causa aos arrendatários nestes casos. “Os juízes entendem que o consumidor não pode ser obrigado a pagar por algo que não vai ter no futuro. Isto configuraria enriquecimento ilícito do banco”, explica.
Luciano Medeiros, do Escritório Medeiros Advogados, atua em casos de leasing desde 1994. Ele afirma que outro grande foco de ações  ocorre quando os clientes devolvem o veículo e reivindicam a restituição do VRG, mas o banco se recusa a pagar. “A jurisprudência tem decidido que se houve pagamento de VRG, o valor deve ser devolvido ao cliente, porque é uma prestação que ele destinou à compra, sem obter o veículo”, diz.
Medeiros ressalta que nos casos em que o contrato é rescindido ou não é cumprido nos termos ajustados por uma das partes, é medida justa, legal e comum a aplicação de uma multa contratual. Segundo ele, deve-se apenas verificar se a multa é proporcional e razoável em relação ao inadimplemento; se não for, pode e deve ser modificada por um juiz, no caso de discussão judicial.
Ambos os advogados afirmam que em mais de 90% dos casos defendidos por eles, os juízes entenderam que o cliente tem direito tanto à restituição integral do VRG, quanto à interrupção do contrato depois do prazo mínimo, sem pagar as parcelas remanescentes. Porém, em quase 100% dos casos os clientes acabam aceitando as imposições dos bancos, sem fazer nenhum tipo de queixa. 
O presidente da Abel defende que a decisão pela restiuição do VRG ao cliente não é apropriada. Ele justifica que quando os consumidores devolvem o veículo, os bancos têm que vender o carro e usar o dinheiro para pagar as parcelas que o cliente não pagou. "Elas também não podem sair no prejuízo. Se sobrar depois de pagar as parcelas que faltam, aí sim eles podem devolver o VRG ao cliente”, afirma.
Como o tema dá margem para diversas interpretações, atualmente está em discussão no Superior Tribunal de Justiça a definição de regras mais claras sobre os direitos de cada parte nos contratos de leasing.
Medeiros comenta que no Brasil, as instituições arrendadoras têm realizado contratos de leasing que se aproximam muito das condições de um contrato de compra e venda. “Nos EUA é diferente, o arrendatário tem efetivamente o direito de comprar ou devolver o bem, sem multas e sem ter uma parte do VRG como entrada”, completa.
Contratação de seguro
Segundo Osmar Roncolato Pinho, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), quase todos os contratos de leasing determinam que o arrendatário faça a contratação de seguro. A exigência é feita pelas companhias arrendatárias porque elas querem ter a garantia de que, em caso de sinistro, o cliente poderá arcar com os prejuízos.
De acordo com o Antônio Bertoli Jr, sócio da Bertoli Advogados e Associados, alguns bancos já embutem o pagamento do seguro junto às contraprestações porque fazem o contrato da apólice com a seguradora do próprio banco ou alguma outra definida por ele. No entanto, o cliente tem a opção de contratar um seguro por fora ou ainda se recusar a pagar o seguro.
Bertoli diz que, em caso de sinistro, se o cliente fez o pagamento do seguro, ele pode pleitear um novo carro, mas não é certo que ele o receberá. Em alguns casos, o banco pode reivindicar o recebimento do valor pago pela seguradora para quitar o parcelamento do carro. Neste caso, a decisão pode ser levada à Justiça.
Todavia, se houver sinistro, e o cliente tiver se recusado a pagar o seguro, é quase certo que ele não conseguirá receber um novo carro. "O juiz provavelmente vai entender que a responsabilidade é do arrendatário, uma vez que ele era o responsável por zelar pelo carro", esclarece Bertoli.
Dezotti também afirma que a possibilidade de o cliente ganhar um novo carro sem ter contratado o seguro é remota. "O que eu já consegui foi um acordo com o banco, e meu cliente pagou menos do que o contrato pactuava", conta.
Fonte: Exame.com


22 de maio de 2013

Drogas Psicotrópicas: Cacto Peiote




Cacto Peiote

Cerca de 10% das mais de 50 espécies de cacto têm propriedades alucinógenas. A mais conhecida é a Lophophora Williamsi, que brota em desertos no sul dos EUA e norte do México, é um cacto que apresenta pequenas protusões ou “botões”. Este cacto é a planta da qual a mescalina é retirada, sendo o principal ingrediente psicotrópico no peiote. 

 
Lophophora Williamsi (Cacto Peiote)

É usada em rituais há 3 mil anos e cerca de 50 comunidades indígenas a consideram sagrada, acreditam que Peiote é um deus, ou pelo menos um mensageiro dos deuses, enviado à terra para comunicar-se diretamente com o adorador. Diz a lenda que o cacto foi descoberto quando um homem havia se perdido no deserto. Faminto, ele encontrou o cacto e uma voz que emanava da planta lhe disse que deveria comê-lo. O homem recuperou a sua força e retornou à seu vilarejo, levando o presente divino a seu povo. Os huichois, do norte do México, chegam a fazer uma parte uma peregrinação anual de mais de 400Km para colhê-la. Quando a encontram fazem um ritual: em silêncio, agem como se estivassem diante de um cervo, até lançarem uma flecha na planta. Quando voltam com o peiote para a tribo, organizam rituais e celebrações sob o efeito da droga.
A perseguição ao uso do cacto começou com a conquista pelos espanhóis. Para os cristãos, o peiote era associado aos sangrentos rituais astecas e a planta foi condenada como “raiz diabolica”. Em 29 de julho de 1620 o peiote foi finalmente denunciado como ato de supertição.
Algumas tribos da região, no entanto, descobriram os poderes do peiote somente no século XIX. Depois da Guerra Civil Americana, os índios comanches e os navajos viveram uma crise com o extermínio dos seus búfalos e os massacres que sofreram e para amenizar a fase difícil, aderiram ao consumo religioso do peiote. Numa das cerimônias, chamada “dança fantasma”, os índios dançavam alucinados e diziam se comunicar com os mortos.
Nos EUA, o uso de peiote é apenas aceito em cerimônias religiosas da Native American Church (ou peiotismo, uma religião dos índios norte-americanos) sendo considerado legal (Brands, 1998).

Fonte: http://avisospsicodelicos.blogspot.com.br/2009/06/mescalina-molecula-magica-do-peiotismo.html

Efeitos 

A mescalina, princípio ativo do cacto, possui efeitos físicos e psicológicos:

Efeitos físicos: causa aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, dilatação da pupila, aumento da glicemia sanguínea, da temperatura corporal, diaforese e náuseas. Em altas doses, entretanto, a mescalina leva à queda da glicemia e o usuário pode sofrer diarréia hemorrágica e inconsciência. Doses letais causam convulsão, parada respiratória e arritmias cardíacas. 
Efeitos psicológicos: Alucinações visuais mesmo quando de olhos fechados, delírios e alucinações, euforia, “experiências místicas”, ansiedade, medo de morrer, irracionalidade, alteração da percepção temporal, desorganização do pensamento e reações psicóticas. Os efeitos da mescalina podem durar até 12 horas, similar ao que ocorre com o LSD. 
Um dos maiores problemas de se entender e descrever a experiência com a mescalina é a dificuldade de quem usa de comunicar o que se passou, pois a mescalina causa uma desorientação dos sentidos que resulta na perda das referências usuais pelas quais nós nos comunicamos, como as relações de espaço e a percepção de tempo, que são grandemente distorcidas. O sistema nervoso central humano é afetado significativamente pela planta, e o modo como ela altera o processo metabólico do corpo para produzir seus efeitos psíquicos e somáticos é uma das questões que intrigam os pesquisadores há mais de um século. Sabe-se atualmente que as drogas psicodélicas ativam receptores de serotonina no cérebro, acionando um conjunto de processos que levam à alterações do estado de consciência que são particulares para cada indivíduo e cujo mecanismo ainda é desconhecido. No Brasil, tanto o peiote têm o seu uso proibido.

Fontes:
Brands B, Sproule B, Marshman J. 1998. Mescaline. Drugs & Drug Abuse (3rd edition). Pps 351-357. Addiction Research Foundation: Toronto, Ontário: Canadá.
http://www.i-flora.iq.ufrj.br/hist_interessantes/peiote.pdf
Hollis, H. B & Scheinvar, L. El interessante mundo de las cactáceas. Fondo de Cultura Económica. México. 1995.
Jacobs, B. L. How hallucinogenic drugs work. American Scientist 75:386-392, 1987.
 Revista Super Interessante - Fevereiro de 2006


Postagens da série:
3- Drogas Psicotrópicas: Cacto Peiote






14 de maio de 2013

Drogas Psicotrópicas: AYAHUASCA





 AYAHUASCA

Índios da bacia Amazônica tomam esse chá alucinógeno há mais de 4 mil anos, hábito que chamou a atenção de portugueses e espanhóis assim que eles desembarcaram por aqui, no século XVI. Ao chegarem à Amazônia, padres jesuítas escreveram sobre o chá da “poção diabólica” e as cerimônias que os indígenas realizavam depois de consumir o ayahuasca. Durante todo esse tempo, a bebida provavelmente teve a mesma receita: um cozido a base de pedaços do cipó Banisteriopsis caapi da família Malpighiaceae, nativa da Amazônia e dos Andes.

A palavra Ayahuasca é de origem indígena. Aya quer dizer "pessoa morta, alma espírito" e waska significa "corda, liana, cipó ou vinho". Assim a tradução, para o português, seria algo como "corda dos mortos" ou "vinho dos mortos". No Peru, encontrou-se o seguinte significado: "soga de los muertos". O nome quem deu foram os índios quíchuas, do Peru. Ayahuasca quer dizer “vinho dos espíritos”, segundo eles, o chá dá poderes telepáticos e sobrenaturais. Mas o quíchuas são apenas um dos 70 povos na América Latina que tomam o chá com frequência. Na maioria dos casos, o chá é visto como uma divindade. Mas o ayahuasca também serve ao prazer: ao final dos rituais, muitos índios transam com suas parceiras.

No século XX, a fama do chá correu o mundo, escritores viajavam para a América do Sul, enfrentavam o calor e umidade e dormiam em aldeias para ter experiências alucinógenas. Entre eles estavam o poeta beatnik Willian Burroughs. Burroughs esteve Brasil e na Colômbia, em 1953, quando voltou aos EUA escreveu o livro Cartas do Yagé (yagé é outro nome do chá, tomado na periferia de Bogotá). “Uma onda de tontura me arrebatou, brilhos azuis passavam em frente de mim”, escreveu. O ayahuasca também é utilizado em algumas religiões contemporâneas, como exemplo, pode-se citar o SANTO DAIME (culto eclético da fluente luz universal) que foi criado em Rio Branco (AC), por um seringueiro chamado Raimundo Irineu Serra. O chá é feito com a união das plantas: o cipó é o elemento masculino e a folha o feminino. A palavra Daime vem do verbo "dar" mais o pronome "me", como um pedido: - "Dai-me força, dai-me luz". A bebida é considerada instrumento de acesso ao "mundo espiritual".
Banisteriopsis caapi


OS PRINCIPAIS EFEITOS DA AYAHUASCA


Os efeitos são visão de imagens com os olhos fechados, delírios parecidos com sonhos e sensação de vigilância e estimulação. É comum ocorrer hipertensão, palpitação, taquicardia, tremores, midríase, euforia e excitação agressiva, Náuseas, vômitos e diarréia. A ação alucinógena conhecida como "miração" é uma manifestação específica e frequente, caracterizada por visões de animais, "seres da floresta", divindades, demônios, sensação de voar, substituição do corpo pelo de outro ser (homem ou animal), dentre muitas outras, de acordo com o relato de usuários e ainda pode promover ilusões auditivas, olfativas e dos demais sentidos.

Postagens da série:
2-  Drogas Psicotrópicas: AYAHUASCA
3- Drogas Psicotrópicas: Cacto Peiote 




11 de maio de 2013

Nota aos leitores!


Em respeito aos leitores do blog e como responsável pelas colunas de saúde e meio ambiente, venho publicar está nota. Nos últimos meses não houve publicações semanais nas colunas citadas, como vinham ocorrendo, pois estava em fase de conclusão do meu curso (Ciências Biológica) e devido o excesso de atividades acadêmicas e do meu trabalho tive que me ausentar do blog, mas agora tendo concluído o curso, volto as minhas atividades normais aqui no blog e a partir de terça- feira na coluna de saúde terá continuidade a série “Drogas Psicotrópicas”. 

Atenciosamente
Ronielson jacinto de Lima

12 de abril de 2013

8 opções para gerenciar finanças no PC


Administrar as contas pessoais para economizar dinheiro não é uma tarefa muito simples. Na maioria das vezes, milhares de notas fiscais e outros comprovantes ficam espalhados entre gavetas e a carteira. Por isso, existem diversos software que são capazes de juntar todas as suas despesas e finanças em um só lugar.
Confira 8 opções de gerenciadores de finanças bem fáceis de usar para que nenhum centavo fique fora de seu controle:

T2Ti Controle Financeiro Pessoal

O T2Ti Controle Financeiro Pessoal é um aplicativo simples para o gerenciamento de suas finanças. Ele consegue juntar todas as suas informações e despesas em um só lugar, permitindo verificar seus gastos e até um gráfico com suas despesas e outros dados da Receita.
Para começar a utilizar o programa, o usuário cadastra em “Contas de Despesa” todas as despesas a pagar ou já pagas no mês. Depois, ao clicar em “Lançamento de Despesa” é possível escolher qual despesa adicionar, com opção para colocar o valor, a data, e o status da conta em questão. O mesmo pode ser feito com as opções “Contas de Receita” e “Lançamento de Receita”.
O programa permite realizar o cadastro de suas contas de despesa, de Receita, realizar lançamentos de despesa e da Receita e ainda possui um resumo mensal com o saldo do período especificado. O interessante é que ele ainda permite exportar seus dados do programa para arquivos em XML, Excel, Word, HTML e CSV.

Rhimo.me

Rhimo.me é um gerenciador financeiro online. Gratuito, ele tem integração com o Twitter e permite guardar informações de despesas e entradas, com possibilidade de adicionar várias contas de banco.
Os dados podem ser divididos em categorias (já tem várias sugestões, mas dá para adicionar outras, personalizadas) e exibidos em gráficos. Também é possível tuitar os gastos para @rhimome, fazendo com que sejam automaticamente incluídos.
A interface de uso é legal, mas poderia ser melhorada se as tags das categorias tivessem cores diferentes, por exemplo. Outro recurso que faz falta é a possibilidade de integração com os sistemas dos bancos.

Planilha para cálculo de financiamentos

Essa planilha traz uma aplicação para calcular e montar tabelas detalhadas para a amortização de empréstimos, com todas as fórmulas e truques necessários pra fazê-lo funcionar. Basta teclar os parâmetros no primeiro quadro para que sejam geradas as parcelas do empréstimo, de forma automatizada.

Data7 Finanças – Controle Financeiro

Data7 Finanças é um aplicativo completo para gerenciamento de contas. Por meio de uma interface simplificada, é possível controlar o dinheiro que entra e sai do caixa pessoal ou de empresas.
O software possui uma barra de ferramentas superior. Com ela, o usuário pode acessar a área referente a Login, Clientes, Agenda, Contas a Receber ou a Pagar, Caixa e Lista de aniversários. Também há um botão para ativar a tela cheia do Data7 Finanças.
Ao acessar essas opções, o usuário pode inserir dados relacionados a débitos, dívidas, cadastros de clientes e suas respectivas informações. Por isso, o programa é recomendado aos que procuram soluções para gestão de finanças pessoais ou empresariais.

Controle Pessoal Financeiro

O aplicativo é uma tabela preparada pela equipe da INFO para o Microsoft Excel 2007.
Ela tem várias categorias de despesas, onde o internauta preenche os gastos que teve com moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, lazer, vestuário e obrigações financeiras. Cada categoria, inclusive, tem subcategorias (em lazer, por exemplo, tem gastos com cinema e jornais), assim, o detalhamento das despesas fica mais preciso.
Se o internauta preencher corretamente todos os campos, terá uma dimensão exata do quanto gasta e ganha por mês. Se descobrir, com esses números, que está com as finanças descontroladas, provavelmente terá de colocar um escorpião no bolso. Caso os números sejam favoráveis, aí é só gastar ou aplicar num fundo de investimento.

FinanceDesktop

O FinanceDesktop tem funções para organizar investimentos e aplicações, múltiplas contas e dados que são atualizados constantemente.
O software requer um cadastro no site e a conexão de internet ativa, já que vários dados e até notícias são carregados automaticamente pelo programa, que funciona mesmo como uma central de informações financeiras.
O FinanceDesktop possui um calendário, que permite que todos os compromissos e gastos sejam definidos e acompanhados com precisão. Para não errar nas contas, o software possui o ícone de calculadora, que na verdade é um atalho para o recurso disponível no Windows.
Mesmo com uma interface limpa, o funcionamento do FinanceDesktop não é dos mais intuitivos, exigindo dedicação do usuário para se familiarizar com seu funcionamento.

Yupee

O Yupee é um webware totalmente gratuito que permite gerenciar finanças, receber e até pagar boletos online, sem necessidade de enfrentar filas em bancos ou de desperdiçar papel com esse tipo de documento.
O sistema do webware permite a organização dos dados financeiros do usuário, bem como uma agenda de compromissos. Além disso, ele armazena com segurança todos os comprovantes de pagamentos, documentos e arquivos do YupBox.
A ferramenta pode ser muito útil para facilitar a rotina de cobranças de empresas, reduzindo o tempo, riscos operacionais e custos, possibilitando maior controle e agilidade na entrega dos boletos.
Yupee pode ser uma saída sustentável para quem deseja administrar e consultar suas finanças sem necessidade de baixar um programa ou aplicativo. Tudo pode ser feito rapidamente pela internet, tanto pelo celular, quanto pelo computador.

Sr. Dinheiro

O Sr. Dinheiro permite gerenciar finanças diretamente na web. Após criar uma conta no site, o usuário pode gerar gastos e receitas, que são separados em categorias como Transporte, Energia, Educação, com opção para especificá-las em outras sub-categorias.
O webware pode ser utilizado tanto para gerenciar contas pessoais como empresariais. Há, inclusive, como incluir investimentos e acompanhar notícias gerais ou voltadas para finanças.
O Sr. Dinheiro gera, ao passo em que despesas e receitas são incluídas, gráficos e relatórios mensais automáticos. É legal ter uma noção do quanto a cerveja representa visualmente no gasto do seu salário.
O serviço também oferece uma versão paga, onde qualquer cadastro de conta fica ilimitado e é possível exportar relatórios e criar uma agenda financeira, por exemplo.